Imagine um filme de comédia, onde você veria drama, romance, cenas banais, clichês e confusão, este filme seria uma bobagem só, mas com maestria absoluta, os diretores Glenn Ficarra e John Requa conseguiram usar todos estes clichês de direção para fazer Amor a Toda Prova (Crazy Stupid Love), um Amor Estupidamente Maluco e GENIAL. O filme ficou fantástico, eles conseguiram usar fórmulas clichês de uma maneira inteligente e profissional.
O careta Cal Weaver tem quarenta e poucos anos e uma vida perfeita – um bom emprego, uma casa legal, filhos ideais e um casamento com sua namorada de infância. Mas quando Cal descobre que sua esposa Emily o está traindo e quer o divórcio, sua vida “perfeita” desaba rapidamente.
E para piorar, faz décadas que Cal não tem um encontro amoroso e ele é justamente a definição de alguém sem charme. Passando suas noites solitário no bar da cidade, o infeliz Cal se torna braço-direito e protegido do jogador de trinta e poucos anos Jacob Palmer.
Jacob tenta ajudar Cal a esquecer sua esposa e começar uma nova vida e o apresenta às diversas escolhas à sua frente: mulheres oferecidas, bebidas másculas e um estilo de se vestir impossível de se encontrar nos shoppings da cidade.
Cal e Emily não são os únicos em busca de um novo amor em lugares equivocados: o filho de 13 anos de Cal, Robbie, é apaixonado por sua babá de 17 anos, Jessica, que alimenta um amor platônico por Cal. E apesar da transformação e de muitas novas conquistas, o coração de Cal continua inalterado, e parece sempre conduzi-lo de volta às suas origens.
O filme seria uma mistura de Beleza Americana, O Grande Garoto, O Virgem de 40 Anos e 500 Dias Com Ela. As cenas de drama, romance e comédia são tão bem feitas que as sensações são imediatas, você ri se emociona e se apaixona.
Os personagens ficaram ótimos e com excelentes interpretações de Steve Carrel (O Virgem de 40 Anos, The Office, Pequena Miss Sunshine), que voltou a ser o grande ator de The Office, além de Julianne Moore (Magnólia, Filhos da Esperança), sempre magnífica, Ryan Gosling (A Garota Ideal, Namorados Para Sempre), também um grande ator e com um futuro muito promissor, além dos adolescente novatos que ficaram perfeitos, Analeigh Tipton (Besouro Verde e The Big Bang Theory) e Jonah Bobo (o menininho de Zathura e que faz a voz do Austin em Backyardigans).
Também muito boa foi a intrepretação de Emma Stone (Zumbilândia, A Mentira), Kevin Bacon (Footloose, Ecos do Além) e claro a sempre original Marisa Tomei (O Lutador). Lógico que como sempre digo, a direção de atores ficou perfeita e sem ela as interpretações se perdem.
Com um roteiro nada original que pela genialidade acabou ficando genial e muito bem escrito, com diálogos e cenas muito bem amarradas, tornando o projeto claro, simples e ao mesmo tempo com conteúdo. O roteiro ficou na mão do grande roteirista de animações como Carros 2, Enrolados e Bolt, o mestre Dan Fogelman.
As piadas brincam com o clichê, como é o caso da cena em que Cal se vê numa roubada quando descobre na frente da esposa que a professora de seu filho foi a mulher com quem ele saiu, e acaba dando uma desculpa que não tem sentido algum, e a cena termina com ele na rua, cabisbaixo, e cai aquela chuva, e ele todo molhado diz: ‘Que clichê!’. Outra cena é quando Jacob tira a camisa para Hannah e ela bêbada, apontando para a barriga dele diz:’Sério! Parece que Fez Photoshop.’. Além da cena clássica de Dirty Dancing, onde Patrick Swayze levanta Jennifer Grey ao som da música I’ve had he time of my life. Clichês muito bem colocados e convincentes.
Imperdível ! Filme conseguiu mesclar o clichê com o alternativo.
Uma ótima opção nas salas de cinema.
Por Fulton Nogueira
Nucind Curitiba
Estréia nos cinemas: Dia 26/08/2011











