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Desconhecido (Unknown – 2011)

In Cinema, Crítica on fevereiro 25, 2011 at 00:05

Martin Harris (Liam Neeson) acabaou de sair de um coma de quatro dias, fruto de um acidente de carro em Berlim.  Ao acordar, descobre que sua esposa (January Jones) não o reconhece e, para piorar, existe um outro homem (Aidan Quinn) usando sua identidade.

Ignorado pelas autoridades e na mira de assassinos, sua única chance de desvendar este mistério é contar com Gina (Diane Kruger), uma motorista de táxi que poderá ajudá-lo a provar que ele não está louco. Mas por que alguém iria querer a sua identidade?

Liam Neeson segue a linha de herói solitário mais uma vez, o personagem Martin Harris é o foco principal da trama, que tem muitos momentos dramáticos e de ação. Coisa já bem batida no cinema hoje em dia. É inevitável a comparação com um dos  trabalhos anteriores de Liam (Bryan Mills de Busca Implacável).

O filme Desconhecido tem uma proposta bacana a principio, mas cai no clichê, e depois de 1 hora e tantas de filme você fica meio perdido, achando que está assistindo a outro filme!

O roteiro tem idéia mas não foi bem conduzido. O diretor Jaume Collet-Serra de (A Órfã) teve uma grande chance de fazer um “Super Filme” de ação, daqueles de causar inveja a qualquer Mel Gibson da vida. Elenco forte, contando com as participações de Bruno Ganz, Diane Kruger (a nova queridinha do cinema europeu), Aidam Quinn e Liam Neeson (que é o cara!). As locações são bem bacanas e Berlim com neve é algo lindo para se ver no cinema!!!

Enlatado e pronto para o consumo Desconhecido não tem nada de inovador, é  um pouco exagerado e confuso. Um filme “BOM”. Mas não passa disso.

Talvez o mercado cinematográfico tenha como padrão, produzir filmes de ação com muitas explosões, tiros e lutas exageradas. O roteiro ou melhor um “bom roteiro” em filmes desse tipo é o menos importante!!!

Ai vai um momento saudosista dos filmes noir em que o mistério casava perfeitamente com mortes violentas e tramas bem elaboradas…

Não perca a sua identidade e nem a de Martin Harris !!!

Por Juliane Treska
Nucind Curitiba

Avaliação: 

Estréia nos cinemas:  Dia 25/02/2011

127 Horas (127 Hours – 2011)

In Uncategorized on fevereiro 18, 2011 at 17:23

O filme mais extraordinário do ano! Danny Boyle,  o diretor que recebeu o Oscar de 2008 de Melhor Filme por QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO realmente é um gênio.

127 HORAS é  a história verdadeira do  montanhista Aron Ralston (JAMES FRANCO) e de sua incrível aventura para salvar-se depois que uma pedra solta cai sobre seu braço e o deixa preso num cânion estreito e isolado de Utah.   Durante seu suplício, Ralston  lembra-se de amigos,  amores (CLÉMENCE POÉSY),  da família e  das duasexcursionistas que conheceu (AMBER TAMBLYN e KATE MARA) antes do acidente.

Nos cinco  dias seguintes, Ralston  luta contra os elementos naturais  e  seus  próprios demônios; até finalmente descobrir que  possui a coragem e a fortaleza  para encontrar alguma forma de soltar-se, descer por uma encosta de vinte metros de altura e caminhar por mais de doze quilômetros até ser finalmente resgatado. Apresentada através de umaestrutura narrativa  dinâmica,  127 HORAS é  uma história visceral e  emocionante que conduzirá  o púbico  numa aventura jamais experimentada e que revela do que somos capazes quando decidimos lutar pela vida.

127 Horas não é apena um filme de auto motivação, ou de determinação e muita vontade de viver, ele é muito mais. Serão os melhores e mais tensos 94 minutos que você passará em frente a tela.

Danny Boyle realmente participou do filme, fez cada cena, cada plano como se fosse o melhor plano de sua vida. O que de melhor um diretor poderia filmar uma cena, ele filmou, ele acertou cada detalhe, cada minuto foi pensado e executado brilhantemente.

A maneira como conseguiu passar brilhantemente através de imagens, a esperança e a angústia de um aventureiro preso e longe de qualquer chance de ser encontrado, sem comida e pouca agua durante 5 dias, mereceria a Boyle o Oscar de melhor filme. Mas acredito que não levará a estatueta.

A fotografia foi magnificamente executada por Anthony Dod e Enrique Chediak, e lógico acompanhada de Boyle. Cada plano será eternizado como um exemplo de como se fazer cinema.

James Franco fez um excelente trabalho, surpreendeu todos com uma atuação digna de Oscar, seu personagem real, o acompanhou por toda as filmagens e sempre apoiado pela grande direção de Boyle.

Mas acredito que não ganhe o Oscar…não é James?
-Eu sou muito bom, fui lá e filmei tudo sozinho.
-Não avisou os jurados do Oscar que estava filmando?
-Não…
-Então e agora?
-……..Oops!

Oops e antes que eu me esqueça…largue tudo que está fazendo e vá correndo ao cinema, você ainda não viveu isso!

Por Fulton Nogueira
Nucind Curitiba

Avaliação:

Estréia nos cinemas: Dia 18/02/2011

Besouro Verde (The Green Hornet – 2011)

In Cinema, Crítica on fevereiro 18, 2011 at 00:16

Britt Reid (Seth Rogen) era um jovem que não queria saber de responsabilidades e seu negócio era curtir a vida. Até o dia em que seu pai morre misteriosamente e ele precisa assumir os negócios da família, ficando a frente de um grande e respeitado jornal.

Milionário e cansado das injustiças da vida, Reid resolve criar um personagem junto com seu fiel funcionário Kato (Jay Chou), fera das artes marciais e grande inventor de máquinas revolucionárias.

Cheios de vontade e com algum poder, surge então o Besouro Verde, mas a cidade está nas garras do crime liderado pelo terrível Chudnofsky (Christoph Waltz). Está na hora de entrar em ação um novo herói.

Inspirado na clássica serie de TV dos anos 60 e tendo Bruce Lee no papel de Kato, o chofer mestre em artes marciais, uma serie “super cool” para época !!!

Michel Gondry ( Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças ) erra  na mão pela segunda vez, nos devendo um a explicação em formato cinematográfico (uma espécie de pedido de desculpas ) já que errou feio no seu último trabalho REBOBINE POR FAVOR .

“O Besouro Verde” é fraco, tem uma edição louca e bagunçada (no estilo FAROFA), piadas sem graça, é inevitável se perguntar (era pra rir ?!). Seth Rogen não se encaixou no papel de Britt, que ficou vazio e sem emoção, perdeu 14 quilos para fazer o papel e assim mesmo não casou com o personagem, ele realmente só fica bem mesmo naqueles papéis de cara legal e romântico que está acotumado a fazer, já o vilão Chudnofsky interpretado pelo ator Christoph Waltz  (vencedor de Oscar) cai no ridículo, muitas vezes é inacreditável saber que esse ele aceitou fazer tal personagem.

Abbie Cornish foi cotada para o papel de Leonore mas foi substituída por Cameron Dias (que para interpretar personagens engraçados já está a beira de uma aposentadoria!). Jay Chou mantém a memória de Bruce Lee interpretando Kato.

Black Beauty (um Imperial) é o personagem mais bacana do filme, o charmoso carro de Briit e Kato rouba a maioria das cenas. Poderia ter sido uma grande homenagem a série, mas ficou um grande fiasco!!!

Quentin Tarantino deveria dirigir este projeto, já que ele é fã da série sendo que a usou como referência em vários de seus trabalhos…

Uma pena! Michel Gondry decepciona mais uma vez , desperdício de  orçamento, que foi de nada mais nada menos que US$ 120 milhões. Contrastando com trabalhos magníficos do cinema que tiveram suas estréias bem próximas com a do O Besouro Verde  que foram: Cisne Negro US$ 17 milhões e 127 Horas US$ 18 milhões, exageros à parte …

Não mate os insetos vá ver um Imperial em sua melhor atuação no cinema !!!!

Por Juliane Treska
Nucind Curitiba

Avaliação:

Estréia nos cinemas 2D, 3D e IMAX: Dia 18/02/2011

O Ritual (The Rite – 2010)

In Cinema, Crítica on fevereiro 10, 2011 at 17:59

Michael Kovak (Colin O’Donoghue) é um seminarista cético e recebeu orientação para passar um período no Vaticano. Uma vez lá, ele irá estudar rituais de exorcismo, algo que acredita ser somente uma doença. Através da jornalista Angeline (Alice Braga), ele conhece um pouco mais sobre o Padre Lucas (Anthony Hopkins), um famoso exorcista que irá apresentar para ele o lado mais obscuro da igreja e de sua fé.

Alguém que o fará refletir sobre o fato de que a descrença no diabo não significa proteção e, pelo contrário, pode representar um grande perigo na hora de enfrentá-lo porque o terror é real.

Clichê é algo muito comum  em filmes de possessão e exorcismo,o que acontece mais uma vez no cinema com o filme O Ritual, nada de novo com exceção de uma garota de 14 anos grávida e possuída por um demônio…

Anthony Hopkins é um cara, que sempre é bom de ver na telona, mesmo quando faz um papel bizarro de um padre exorcista que quando se dá por vencido pelas forças malignas, encarna nada mais nada menos que Hannibal Lecter o famoso canibal de O Silêncio dos Inocentes a procura de sua Clarice ?!

Sua atuação é boa porém confusa … Já Alice Braga que faz o papel de Angeline? Sim, Angeline um personagem que até agora eu não entendi a sua existência no filme ou melhor Alice Braga é sempre escalada para papéis vazios e desnecessários no cinema, sempre que assisto algo que ela faz um grande vácuo paira em meus pensamentos…

A Direção do sueco Mikael Håfström é boa ele conseguiu ambientar o filme que tem um ar bem soturno e misterioso coisa forte no cinema nórdico, o roteiro é bem interessante ( baseado em fatos reais ) tinha tudo para dar medo e ser bem legal (o que hoje em dia é raro ver em filmes de suspense sobrenatural),

porém o filme é um festival de coisas manjadas como: olhos brancos e vermelhos, quando o “capeta  faz sua manifestação” o rosto deformado e aquela coloração cinza esverdeado sem contar com a voz toda distorcida atributos usados  incansavelmente pelo cinema.

Então bate a saudade de ver um “capeta “ no estilo do filme Coração Satânico do mestre Alan Parker e brilhantemente interpretado por Robert De Niro, aquele sim dá um medinho, pois o “capeta”  sempre pega pelo lado psicológico da coisa…

O negocio é fazer um kit água benta, crucifixo e fé  para conferir este filme na telona…

Por Juliane Treska
Nucind Curitiba

Avaliação:  

Estréia nos cinemas: Dia 11/02/2011

Bravura Indômita (True Grit – 2011)

In Cinema on fevereiro 9, 2011 at 19:42

Bravura Indômita

Pelo profissionalismo e pela excelência dos diretores Joel e Ethan Coen seria impossível um remake de um filme de sucesso ficar ruim, e realmente não ficou. Com imagens e cenas que fazem nossos olhos brilharem os irmãos Coen nos trazem mais um GRANDE filme.

Determinada a fazer justiça, a menina de 14 anos Mattie Ross chega a Fort Smith, Arkansas, em busca do covarde Tom Chaney, que teria matado seu pai por duas barras de ouro antes de se embrenhar por território indígena.

Para conseguir perseguir Chaney e o ver enforcado, Mattie procura a ajuda de um homem conhecido como o mais cruel xerife da cidade – o impulsivo e beberrão Rooster Cogburn, que, depois de muitas objeções, concorda em acompanhá-la.

Mas o bandido já é alvo do policial texano LaBoeuf, que quer pegar o assassino e o levar ao Texas por uma boa recompensa.

Cada um com sua teimosia e impulsionados por seus próprios códigos morais, esse improvável trio toma um rumo imprevísivel quando se vê envolvido em mal e brutalidade, coragem e desilusão, obstinação e amor genuíno.

Acredito que seja muito difícil fazer um remake, pois ele tem a obrigação de ficar melhor ou diferente. Esse ficou muito parecido com o de 69, com algumas poucas cenas a menos, diálogos mais curtos e poucas cenas extras, algumas ao toque Irmãos Coen, como a cena do ´Urso´ andando a cavalo, que não existe no primeiro.

A edição as vezes pode ser cruel, acho que foi o caso aqui, pois na montagem do Bravura Indômita de 2011, a introdução veio através de narração e a explicação da relação do covarde Tom Chaney, o bandido, não ficou clara como no de 69, pois em uma das cenas principais onde a menina encontra o bandido, esperávamos algo mais cruel, sendo que no primeiro, esperávamos um bandido bobo e covarde, essa má impressão foi pela introdução em narração, no de 69 a introdução foi através de cenas do pai saindo com o companheiro (bandido) a cavalo e mostrando como ele o matou (meio ao acaso) e depois o roubou.

As atuações foram muito boas de Hailee Steinfield (a menina) e de Jeef Bridges (Rooster Cogburn), a de Matt Damon não convenceu, mas Barry Pepper estava também excelente, novamente o talento na direção de atores.

A fotografia ficou digna de Oscar, mas acredito que não leve, o que ajudou bastante foram as locações e a neve. A neve também justificou o paletó de Cogburn ala Era Uma Vez No Oeste.

Não é a toa que foi indicado para 10 Oscars, mas acredito que só leve o de Atriz Coadjuvante. John Wayne levou o de melhor ator pelo seu Bravura de 69, será que Jeff Bridges leva?

Aconselho a assistir o original e a refilmagem, cada um tem seu charme, dois GRANDES filmes.

Por Fulton Nogueira
Nucind Curitiba

Avaliação:

Estréia nos cinemas: Dia 11/02/2011

Cisne Negro (Black Swan – 2010)

In Cinema on fevereiro 3, 2011 at 19:37

Finalmente um diretor conseguiu passar através do cinema o drama piscológico de um personagem, não abusando de argumentos dramáticos novelisticos e de tragédias pessoais. Darren Aronofsky usou com maestria os argumentos do cinema para mostrar o melhor drama suspense piscológico de todos os tempos, levando o telespectador a sofrer e se angustiar neste drama visceral.

Suspense psicológico ambientado no mundo do balé da cidade de Nova York, CISNE NEGRO é estrelado por Natalie Portman como Nina, uma bailarina de destaque que se encontra presa numa rede de intrigas e competição com a nova rival da companhia (Mila Kunis).

Um lançamento da Fox Searchlight Pictures, do visionário diretor Darren Aronofsky (Pi, Requiem para Um Sonho, O Lutador), CISNE NEGRO nos conduz numa jornada emocionante, e às vezes assustadora, pela psique de uma jovem bailarina cujo papel como Rainha dos Cisnes se revela assustadoramente perfeito.

Aronofsky misturou um pouco de cada um de seus filmes anteriores, o suspense picológico de Pi, o lado obscuro de Requiem Para Um Sonho, as 3 faces cinematográficas de Fonte da Vida e a luta pelo ideal de O Lutador, fazendo de Cisne Negro o seu filme mais maduro e com maior impacto.

Cisne Negro não é somente uma história de uma personagem em busca da perfeição, mas sim uma busca psicológica visceral interna de si mesma, apoiada pela educação de uma mãe possessiva e atormentada.

Incrível foi a maneira que todo este drama é levado para nós, a maestria de Aronofsky tando na direção de cena, como na direção e escolha do elenco, até a edição e finalização.

O elenco foi um dos mais perfeitos em muito tempo, cada ator incorporou o papel de maneira mágica. Natalie Portman provavelmente levará o Oscar deste ano.

A fotografia com tons de contrates fortes, ressaltando o branco e preto como rivais em disputa em cada cena e compondo o drama por todo o filme. Também forte concorrente ao Oscar de fotografia.

A edição ficou surpreendente, a dinâmica e a maneira em que os cortes são feitos nos fazem entrar no drama de uma maneira muito real e angustiante. Provavel vencedor do Oscar de Edição.

Um filme que se tornará um clássico de imediato. Imperdível!

Por Fulton Nogueira
Nucind Curitiba

Avaliação:  

Estréia nos cinemas: 03/02/2011

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