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Sucker Punch – Mundo Surreal (Sucker Punch – 2011)

In Cinema, Crítica on março 26, 2011 at 12:13

O primeiro projeto próprio de Zach Snyder famoso por Madrugada dos Mortos, 300 e Watchmen, sendo que estes 3 foram adaptados. O projeto é audacioso e a trama é bem confusa, mas Snyder conseguiu dirigir de uma maneira que apesar de muita informação ele ficou organizado, seis filmes em um.

Sucker Punch – Mundo Surreal é uma fantasia épica de ação que nos apresenta à imaginação fértil de uma jovem garota, cujos sonhos são a única saída para sua difícil realidade em um hospício.

Desligada dos limites de tempo e espaço, ela está livre para ir onde sua mente levar, porém, chega o momento em que suas incríveis aventuras quebram o limite entre o real e o imaginário, trazendo consequências trágicas.

O filme conta com um elenco de jovens estrelas, incluindo Emily Browning (Navio Fantasma, Desventuras em Série), Abbie Cornish (Brilho de Uma Paixão), Jena Malone (O Mensageiro, Donnie Darko), Vanessa Hudgens (High School Musical) e Jamie Chung (Dragonball Evolution).

Por usar muitos recursos de computação gráfica e ser surrealista o filme acaba ficando sem limites entre realidade e imaginário, a história fica meio confusa e difícil de ser levada a sério, ali tudo é possível. Mas felizmente tudo é salvo pelo excelente trabalho de direção do mestre neste modelo de filmagem Zach Snyder.

Ele conseguiu dirigir 6 curtas dentro de seu filme e com justificativas aceitáveis. Cada curta se passa em um local com ambientação, tempo e causa (hospício, bordel, e mundos surreais, japão feudal, primeira guerra mundial, fantasia e futuro distante), dividiu muito bem a história tanto visualmente como narrativamente.

O filme tem muita ação como 300 e Watcmen e um pouco de suspense ala Ilha do Medo, além é claro da sensualidade das heróinas vítimas.

Valerá a pena conferí-lo no IMAX, todo o tipo de ação aventura, com tiros e lutas que vc. pode imaginar, está em Sucker Punch…mas uma obervação…vá preparado para enfrentar quase 2 horas de monstros ninjas, nazistas zumbis e robôs espaciais. Boa diversão.

Por Fulton Nogueira
Nucind Curitiba

Avaliação: 

Estréia nos cinemas: Dia 25/03/2011

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VIPs – 2011

In Cinema, Crítica on março 25, 2011 at 18:01

Marcelo (Wagner Moura) não consegue conviver com sua própria identidade, o que faz com que assuma a dos outros. Isto faz com que passe a ter diversos nomes, nos mais variados meios, onde aplica seguidos golpes. Um dos mais conhecidos é quando finge ser Henrique Constantino, filho do dono da aviação Gol, durante um Pré-Carnaval em Recife.

Quem diria que a historia de um larapio brasileiro fosse virar filme hein?! O filme VIPs me faz lembrar vagamente do filme Prenda-me Se For Capaz ( história de Frank Abagnale Jr., com a direção de Steve Spilberg ) que atualmente trabalha para o FBI em alguma super divisão anti fraude nos EUA.

Já o nosso Marcelo continua preso em algum presidio do interior do Brasil! Como na gringa é tudo mais glamouroso, voltamos para  a realidade brasileira, em que Marcelo, personagem real do filme, conseguiu ser desmascarado após dar uma entrevista para o porta voz da High Society brasileira Amauri Jr. em um camarote de carnaval super badalado no Recifolia.

Marcelo passou 4 dias “miguelando” os famosos e grã finos brasileiros. Golpe que quase foi “de mestre”, já que antes deste feito, Marcelo já tinha assumido 15 identidades, como por exemplo,  golpe no exército brasileiro, na polícia, entre outros.

A vida do Larapio virou livro no qual o próprio passou a perna na jornalista que o escreveu. E em seguida vira o filme VIPs, eu espero que Fernando Meireles ( produtor executivo do filme ) não tenha sido passado para trás…


Bráulio Mantovani (Cidade de Deus) é o “Cara” do roteiro BEM  FEITO (coisa rara aqui no Brasil), assumiu o roteiro de VIPs, mas infelizmente não conseguiu dar conta. A vida de Marcelo tem muitas aventuras e o filme  foca no drama da mãe e do pai imaginário de Marcelo, que diga-se de passagem não atuaram bem e Marcelo com certeza não viveu um drama.

Na real quem manda bem no filme é Wagner Moura, que fez Marcelo do seu jeito mesmo, sem muitas referências ao verdadeiro Marcelo. Juliano Cazzaré (Banã) faz o papel de narco traficante paraguaio, que rouba a cena e dá um toque de humor ácido ao filme.

O começo de VIPs engata em  uma super aventura recheada de golpes, vôos malucos, botecos paraguaios e muita Legião Urbana, mas perde tempo com o drama familiar, cenas longas e desnecessárias.O filme promete mostrar os golpes fantásticos de Marcelo (o que todo mundo espera ver GOLPE e AVENTURA), mas parece que toma outra direção, insinuando um drama psicológico e conflituoso.

Talvez  assim a mídia e a crítica não asocie VIPs a uma escola de larápios, fazendo apologia ao estelionato.

Não se deixe enganar por críticas, vá ao cinema e confira pessoalmente se eu estou falando a verdade !!! (Eu não mentiria…)

Por Juliane Treska
Nucind Curitiba

Avaliação:  

Estréia nos cinemas: 25/03/2011

Sexo Sem Compromisso (No Strings Attached – 2011)

In Cinema, Crítica on março 19, 2011 at 14:59

O filme leva meia hora para ficar interessante, as preliminares são sem graça e desnecessárias (neste filme, claro).

Nesta comédia romântica Emma e Adam são dois amigos de infância que quase arruínam a amizade depois de uma manhã de sexo… Para protegerem os laços de amizade que os unem resolvem fazer um pacto, com o objectivo de manter a relação estritamente na base de “sexo sem compromisso”. Isso implica: nada de ciúmes, expectativas, discussões, flores ou falinhas mansas. Além disso podem fazer o que lhes apetecer, quando lhes apetecer, onde quer que estejam, desde que não se apaixonem um pelo outro. É então que começam as dúvidas… Será que consegues ter sexo sem amor pelo caminho? Conseguirá a amizade sobreviver?

O filme começa muito mal, 15 anos atrás, um acampamento de estudantes e um romancezinho bem bobinho, depois vai para 5 anos atrás, festa do pijama de uma universidade, a cena ficou exagerada e com piadas forçadas, vamos para os tempos de hoje onde o filme começa a ficar um pouco mais interessante, apresentação dos personagens e uma cena muito boba onde o filho (Ashton Kutcher) descobre que o pai (Kevin Kline) está com sua ex e fica exageradamente deprimido e lógico vai beber todas. Bom…quando acorda, já passados mais de 30 minutos de filme, a história principal do filme começa a acontecer, e o filme começa a ficar bom.

Kevin Klain fez um papel excelente, assim com em Gaiola das Loucas, Natalie Portman, não conseguiu ficar engraçada e acabou levando o filme a um tom de drama, por esse motivo classificaria a comédia como um Drama Comédia Romantica, já Kutcher fez aquele molecão de sempre, com seu jeito meio moleque e meio adulto.

O velho diretor Ivan Reitman famoso por Caça Fantasmas conseguiu levar a história fazendo o filme ficar bom e interessante, valeu sua experiência e agora vamos esperar o Caça Fantamas III que está em fase de produção, nas mão de Reitman.

Se tem dúvidas que sexo sem compromisso funcione, vá ao cinema e confira!

Por Fulton Nogueira
Nucind Curitiba

Avaliação:

Estréia nos cinemas: Dia 18/03/2011

 

Invasão do Mundo: Batalha em Los Angeles (Battle: Los Angeles – 2011)

In Cinema, Crítica on março 19, 2011 at 01:51

Primeiro filme filmado e exibido em tecnologia 4K da Sony em parceria com UCI…que pena!

A tecnologia é fantástica, imagine que hoje os cinemas passam em 2k (2.048 linhas) e nesta tecnologia são 4.096 linhas. O filme foi passado simultaneamente em cinco cidades brasileiras,  nos cinemas UCI,  com projeção Sony 4K. Todas as exibições ocorrerão às 10h30 em São Paulo (Jardim Sul), Rio de Janeiro (New York City Center), Curitiba (Palladium), Recife (Recife Shopping) e Salvador (Iguatemi). A Sony, líder em tecnologia digital, traz para as salas de cinema o sistema mais moderno de projeção: Sony Cinema Digital 4K, alcançando mais de 11.000 telas em todo o mundo. A tecnologia da Sony Cinema Digital 4K oferece a melhor experiência e a mais alta qualidade disponível no cinema porque os projetores 4K oferecem a mais alta resolução de imagem na tecnologia de projeção em cinemas comerciais, produzindo 8.8 milhões de pixels. A tecnologia 4K oferece imagens em alta resolução aproximadamente quatro vezes maior do que o sistemade projeção2K e televisões de alta definição. Os projetores 4K também suportam programação em 3D sem as limitações da apresentação flash triplo e exibem conteúdo 2K e de alta definição, com a mais alta qualidade.

A pena é que escolheram o filme errado para estrear esta tecnologia no Brasil. O filme é muito granulado e é usado muito a camera na mão (steady cam).

O argumento é fascinante, de acordo com pesquisas de aparições anteriores como Los Angeles em 1948, Buenos Aires 1965, Seoul 1983, Londres 1991, fizeram como se fosse a volta para Los Angeles em 2011. Com um argumento destes, qualquer roteirista poderia desenvolver uma história fantástica e com um orçamento de US$ 80 milhões poderiam filmar o que poderia ser o filme do ano…mas foi um desastre, ou melhor, para o exército americano foi um sucesso, deve ter fila de americanos querendo se recrutar.

O filme foi todo escrito baseado em uma apostila de clichês básicos, primeiro apresentamos os personagens cada um com seu draminha particular, já em seguida colocamos o grupinho em ação, ação, ação e mais um pouquinho de ação, com cenas como o herói saindo do esconderijo e indo até o inimigo, arriscando sua vida, para explodi-lo, consegue, e levanta aquela poeira e todo mundo, ele morreu, de repente no meio da poeira aparece o herói vivo para a surpresa de todos, sendo que o herói era aquele sargente que estava para se aposentar e aparece o último serviço.

Sem deixar de lado, claro, as crianças, sendo que em vários momentos o herói olhava para o menininho e falava: Você é um verdadeiro mariner, e o menininho ficava orgulhoso e cheio de vontade de lutar, ele tinha mais ou menos 10 anos, coitadinho deveria estar apavorado, aos prantos, mas não, os soldados o encorajavam em todos os momentos.

Fora os momentos de ação que variavam de esconder de um prédio em outro e tentando logicamente achar o ponto fraco do inimigo, fugindo e atirando o tempo todo, o filme parece que se repete, durante quase 2 horas.

Efeitos são bons, nada fora do comum e que filmes como Distrito 9 não tenha mostrado com muito mais maestria.

O pior de tudo é que o filme com certeza agradará os americanos e cinéfilos de blockbusters.

Bom…deixa eu correr para me alistar pois a fila deve estar grande.

Por Fulton Nogueira
Nucind Curitiba

Avaliação:

Estréia nos cinemas: Dia 18/03/2011

Passe Livre (Hall Pass – 2011)

In Cinema, Crítica on março 11, 2011 at 23:58

Mais um filme que agrada tanto os homens como também as mulheres, comédia divertida e com piadas de rachar de rir.

Owen Wilson (Marley e Eu, Entrando Numa Fria)  e Jason Sudeikis (Saturday Night Live, Amor à Distância), tiveram uma quimica perfeita, todas as cenas foram engraçadas e convincentes.

Os melhores amigos Rick e Fred (Owen Wilson e Jason Sudeikis) estão casados há muito tempo. Amam suas esposas, mas, como outros homens, simplesmente não conseguem deixar de dar uma olhada para algumas mulheres que cruzam os seus caminhos. Cansadas de suas costumeiras viradas de pescoço curiosas, suas esposas (Jenna Fischer e Christina Applegate) usam de uma abordagem extremamente audaciosa para ressuscitar seus casamentos por conceder aos seus maridos um “passe livre”: uma semana de liberdade para fazer o que quiserem, sem prestação de contas. Sete dias para ver exatamente o que existe por aí, mundo afora, que eles acham que estão perdendo… ou para parar de olhar de uma vez.  A princípio, para Rick e Fred, isso se parece com a realização de um sonho. Mas eles rapidamente percebem que as expectativas que têm da vida de solteiros — e deles mesmos — estão completa e hilariantemente fora de sincronia com a realidade.

Dos irmãos Farrelly,  diretores dos sucessos Quem Vai Ficar Com Mary, O Amor é Cego, Debi & Lóide, acertando mais uma vez com esta dupla muito engrançada. Com pitadas de humor de cotidiano, o filme brinca com situações tão reais que não tem como alguém não se identificar com alguma delas.

Uma roteiro bem amarrado, bem dirigido, bem filmado e com uma dupla de atores genial.

Um ótimo programa a dois, sozinho(a) ou com amigos(as).

Por Fulton Nogueira
Nucind Curitiba

Avaliação:  

Estréia nos cinemas: Dia 11/03/2011

Esposa de Mentirinha (Just Go With It – 2011)

In Cinema, Crítica on março 11, 2011 at 20:24

O diretor Dennis Dugan (Gente Grande, Zohan) mais uma vez usando o poder do cinema para fazer dinheiro, criando uma espécie de cinema marketing, como se fosse um comercial de 2 horas, cheio de lindas paisagens, belas mulheres e gente fazendo piadas que nem eles mesmos entendem, sempre com um sorriso exibindo dentes perfeitos.

O pior é que com isso conseguem fazer filmes com orçamentos acima de 80 milhões de dólares, além de ter fila de patrocinadores e de atores de grande porte.

Em Esposa de Mentirinha, um cirurgião plástico de caso com uma professora bem mais jovem pede à sua leal assistente que finja ser a esposa de quem ele está se divorciando para encobrir uma mentirinha casual.
Após mais mentiras que saem pela culatra, os filhos da sua assistente também acabam envolvidos, e todo o grupo parte para um fim de semana no Havaí que mudará as vidas de todos eles.

O argumento não é novidade, foi feito uma remontagem do filme Flor de Cactus (Cactus Flower – 1969), com Walter Matthau, Ingrid Bergman e Goldie Hawn, em 1969 este tipo de piada até era viável, aceitável e engraçadinho, mas nos anos atuais a ingenuidade não é mais aceita, não aceitamos qualquer bobagem.

A atuação de Adam Sandler estava como sempre bem feitinha, já a de Jennifer Anniston estava bem mais dinâmica e convincente e Nicole Kidman deu um show de interpretação, pena que o filminho é bobinho. Piadas ala Sergio Malandro, histórias de criador de ovelhas de estimação e tiradas tão sem graça que chegamos a ter vergonha pelos atores.

A história agrada somente ao público que ainda tem “olhar infantil” em relação ao cinema, ou aqueles que riem de tudo.
Coisas bizarras acontecem, como um cara que tinha um narizão, fazer uma plástica, consertar o nariz, se tornar um cirurgião milionário, acreditar que homens que usam aliança agarram mais fácil, conquistar uma modelo lindíssima na primeira noite e ela o largar por achar uma aliança no bolso da calça que estava jogada, pois transaram, no primeiro encontro, e ele inventar que era casado e teve que arrumar uma esposa de mentirinha. Sinto muito…quanta bobagem, e além de tudo mal montado, mal dirigido e roteiro não convincente. Salvo apenas pelas paiagens e atuações.

Teve até um remake de Bo Derek de Mulher Nota 10, para divulgar a lindíssima modelo Brooklyn Decker em seu primeiro filme. Será que a empresa de Sandler não estaria agenciando ela?

Filmes como este estão surgindo cada vez mais, bom para a industria e para as produtoras, muito ruim artisticamente e culturalmente, mas cinema é isso, a arte mais completa, com espaço para todos. Filmes como Gente Grande, Zohan e Encontro de Casais, seguem a mesma idéia, se pagar antes mesmo de estrearem nos cinemas.

Se você faz parte dos que riem de tudo, corra para os cinemas e locadoras. Boa diversão!

Por Fulton Nogueira
Nucind Curitiba

Avaliação:

Estréia nos cinemas: Dia 04/03/2011

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