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O Homem do Futuro – 2011

In Cinema, Crítica on agosto 31, 2011 at 22:03

O cinema nacional merece coisas melhores, Wagner Moura não deveria ter feito este papel, Cláudio Torres não deveria ter filmado esta história, ou melhor nós não merecíamos isso no cinema. Na TV sim…mas no cinema!?

Se fosse feito pra TV seria muito legal, a história é legalzinha. Quem não gostaria de viajar no tempo? Voltar ao passado e poder corrigir alguns erros, ou mesmo apostar em jogos já sabendo o resultado e ficar milionário no futuro. Demais não?

Zero (Wagner Moura) é um cientista brilhante e solitário que acredita ser infeliz porque 20 anos atrás foi humilhado pelo grande amor da sua vida. Ao tentar criar uma forma revolucionária de energia, volta acidentalmente ao passado e se vê diante da chance de encontrar a si mesmo (20 anos mais jovem) e “corrigir” os erros de sua própria vida. Tentar manipular os caminhos do tempo é mais difícil e confuso do que possa parecer.

Já vi filmes melhores de Cláudio Torres (Mulher Invisível e Redentor), mas acredito que ele tenha brincado tanto neste, que acabou em brincadeiras, muitas brincadeiras. Me senti vendo um filme dos Os Trapalhões, poderia até ser ‘Os Trapalhões e A Máquina do Tempo’…estrelando Didi, Dedê, Mussum e Zacharias.

Lógico que irá lotar cinemas no Brasil e todos vão adorar, afinal de contas temos por trás nada mais nada menos que a Globo filmes e propaganda em massa. Coitado do grande Carlos Saldanha (A Era do Gelo 3 e Rio) que teve que dar uma entrevista ao lado do Cláudio e da me foi perguntado o que achou do filme…imagine a situação.

Se procura diversão sem compromisso, ou algo passageiro, vá aos cinemas e assista as confusões de alguém que tenta alterar seu passado.

Boa diversão!

Por Fulton Nogueira
Nucind Curitiba

Avaliação:

Estréia nos cinemas: Dia 02/09/2011

Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of The Planet of The Apes – 2011)

In Crítica, Uncategorized on agosto 26, 2011 at 17:22

San Francisco. Will Rodman (James Franco) é um cientista que trabalha em um laboratório, onde são realizadas experiências com macacos. Ele está interessado em descobrir novos medicamentos para a cura do mal de Alzheimer, já que seu pai (John Lithgow) sofre da doença.

Ao seu lado conta com a ajuda de Caroline (Freida Pinto), uma especialista em primatas. As experiências realizadas fazem com que a inteligência dos macacos aumente bastante, ao ponto deles escaparem de suas gaiolas e enfrentarem os humanos pelo controle da Terra.

Este promete ser o filme de ficção–científica do ano, Rupert Wyatt é o diretor da vez, sendo o mais bem pago dos últimos anos, dando o mérito ao projeto deste filme, Wyatt concorreu com o filme “O Escapista “,  no  festival de Sundance, até então desconhecido. Wyatt  reúne um elenco  de novos queridinhos  do cinema, como James Franco, que ganhou uma repercussão mundial no filme 127 horas de Danny Boyle, e Freida Pinto  que  como J. Franco, foi uma grande revelação de Boyle, no vencedor do Oscar “ Quem Quer Ser Um Milionário “.  Talvez Boyle tenha sugerido o casting  para Wyatt, já que os dois são ingleses e tem quase o mesmo estilo !!!

O elenco animal do filme conta uma um time  já conhecido de outras produções, como  Andy Serkis que faz  o macaco “Caeser“, Serkis já trabalhou com Peter Jackson encarnando o personagem Golum de O Senhor dos Anéis! Os outros macacos são atores, que já fazem este tipo de trabalho para o cinema há algum tempo!

Ainda dando ênfase na parte técnica do filme, os efeitos são quase que perfeitos  (Halon Entertainment / Pixel Liberation Front )  convence, este é o macaco mais bem feito do cinema !!!  A edição é boa e rápida, o que faz  da simples história do macaco inteligente e com sentimentos humanos, se tornar uma grande aventura para qualquer público!!!

Mesmo para aqueles que não curtem Ficção-Científica vale a pena dar uma chance para  Planeta dos Macacos – A Origem, é um excelente filme de “bicho“ com inteligência humana, e efeitos especiais magníficos, daqueles que são feitos uma vez por década na indústria do cinema !!!

Baseado no livro La Planète Des Singes. Essa será a décima produção sobre o livro de Pierre Boulle.

Desperte seu lado primata e faça companhia a Caeser…

Por Juliane Treska
Nucind Curitiba

Avaliação: 

Estréia nos cinemas: Dia 26/08/2011

Amor A Toda Prova (Crazy, Stupid, Love – 2011)

In Cinema, Crítica on agosto 26, 2011 at 11:40

Imagine um filme de comédia, onde você veria drama, romance, cenas banais, clichês e confusão, este filme seria uma bobagem só, mas com maestria absoluta, os diretores Glenn Ficarra e John Requa conseguiram usar todos estes clichês de direção para fazer Amor a Toda Prova (Crazy Stupid Love), um Amor Estupidamente Maluco e GENIAL. O filme ficou fantástico, eles conseguiram usar fórmulas clichês de uma maneira inteligente e profissional.

O careta Cal Weaver tem quarenta e poucos anos e uma vida perfeita – um bom emprego, uma casa legal, filhos ideais e um casamento com sua namorada de infância. Mas quando Cal descobre que sua esposa Emily o está traindo e quer o divórcio, sua vida “perfeita” desaba rapidamente.

E para piorar, faz décadas que Cal não tem um encontro amoroso e ele é justamente a definição de alguém sem charme. Passando suas noites solitário no bar da cidade, o infeliz Cal se torna braço-direito e protegido do jogador de trinta e poucos anos Jacob Palmer.

Jacob tenta ajudar Cal a esquecer sua esposa e começar uma nova vida e o apresenta às diversas escolhas à sua frente: mulheres oferecidas, bebidas másculas e um estilo de se vestir impossível de se encontrar nos shoppings da cidade.

Cal e Emily não são os únicos em busca de um novo amor em lugares equivocados: o filho de 13 anos de Cal, Robbie, é apaixonado por sua babá de 17 anos, Jessica, que alimenta um amor platônico por Cal. E apesar da transformação e de muitas novas conquistas, o coração de Cal continua inalterado, e parece sempre conduzi-lo de volta às suas origens.

O filme seria uma mistura de Beleza Americana, O Grande Garoto, O Virgem de 40 Anos e 500 Dias Com Ela. As cenas de drama, romance e comédia são tão bem feitas que as sensações são imediatas, você ri se emociona e se apaixona.

Os personagens ficaram ótimos e com excelentes interpretações de Steve Carrel (O Virgem de 40 Anos, The Office, Pequena Miss Sunshine), que voltou a ser o grande ator de The Office, além de Julianne Moore (Magnólia, Filhos da Esperança), sempre magnífica, Ryan Gosling (A Garota Ideal, Namorados Para Sempre), também um grande ator e com um futuro muito promissor, além dos adolescente novatos que ficaram perfeitos, Analeigh Tipton (Besouro Verde e The Big Bang Theory) e Jonah Bobo (o menininho de Zathura e que faz a voz do Austin em Backyardigans).

Também muito boa foi a intrepretação de Emma Stone (Zumbilândia, A Mentira), Kevin Bacon (Footloose, Ecos do Além) e claro a sempre original Marisa Tomei (O Lutador). Lógico que como sempre digo, a direção de atores ficou perfeita e sem ela as interpretações se perdem.

Steve Carell, diretor John Requa e o diretor Glenn Ficarra.

Com um roteiro nada original que pela genialidade acabou ficando genial e muito bem escrito, com diálogos e cenas muito bem amarradas, tornando o projeto claro, simples e ao mesmo tempo com conteúdo. O roteiro ficou na mão do grande roteirista de animações como Carros 2, Enrolados e Bolt, o mestre Dan Fogelman.

As piadas brincam com o clichê, como é o caso da cena em que Cal se vê numa roubada quando descobre na frente da esposa que a professora de seu filho foi a mulher com quem ele saiu, e acaba dando uma desculpa que não tem sentido algum, e a cena termina com ele na rua, cabisbaixo, e cai aquela chuva, e ele todo molhado diz: ‘Que clichê!’. Outra cena é quando Jacob tira a camisa para Hannah e ela bêbada, apontando para a barriga dele diz:’Sério! Parece que Fez Photoshop.’. Além da cena clássica de Dirty Dancing, onde Patrick Swayze levanta Jennifer Grey ao som da música I’ve had he time of my life. Clichês muito bem colocados e convincentes.

Imperdível ! Filme conseguiu mesclar o clichê com o alternativo.

Uma ótima opção nas salas de cinema.

Por Fulton Nogueira
Nucind Curitiba

Avaliação:

Estréia nos cinemas: Dia 26/08/2011

Lanterna Verde (Green Lantern – 2011)

In Cinema, Crítica on agosto 19, 2011 at 11:51

Desta vez a DC Comics levou para as telas um herói não muito conhecido dos brasileiros, mas um do heróis mai bem elaborados pela DC. Com violência, humor e muita ação apresento o genial Lanterna Verde.

Em um universo tão vasto quanto misterioso, uma pequena mas poderosa força existe há séculos. Protetora da paz e da justiça, ela é conhecida como a Tropa dos Lanternas Verdes. Uma irmandade de guerreiros designada a manter a ordem intergaláctica, na qual cada Lanterna Verde possui um anel que lhe garante superpoderes.

Porém, um novo inimigo chamado Parallax ameaça destruir o equilíbrio das forças do Universo, e o destino dos guerreiros e do planeta Terra estará nas mãos do seu mais novo recruta, o primeiro humano a ser selecionado para a Tropa: Hal Jordan. Hal é um piloto de testes talentoso e audacioso, mas os Lanternas Verdes tem pouco respeito pelos humanos, que nunca utilizaram os poderes infinitos que o anel proporciona.

No entanto, Hal é obviamente a peça que faltava, e além de sua determinação e força de vontade, ele tem mais uma virtude que nenhum outro membro da Tropa possui: humanidade. Com o apoio de Carol Ferris (Blake Lively), sua colega de pilotagem e namorada de infância, Hal precisa aprender rapidamente a dominar seus novos poderes e encontrar a coragem para vencer seus medos, assim ele poderá provar que não só é o único capaz de derrotar Parallax como também se tornará o maior Lanterna Verde de todos.

Além de ter uma história genial e criativa, Lanterna Verde é um herói habilidoso e inteligente. Foi o que mostrou em sua excelente direção, Martin Campbell (007 – Cassino Royale).

Campbell conseguiu colocar nas telas a imagem de um herói além de divertido, muito comprometido. Acreditamos e confiamos que ele irá sempre vencer, sua força é fenômenal, seus poderes vão onde sua imaginação alcançar, o seu slogan é vencer, mesmo que seja quase impossível derrotar o vilão. Falando em vilão, jamais vi um tão forte, indestrutível, perigoso e assustador.

Tirem as crianças da sala…elas sairão chorando e terão pesadelos quando ver Parallax (o vilão do mal). Também foi incrível como souberam usar muito bem os recursos em 3D, a Marvel que se cuide pois a DC está um passo a frente. Os efeitos dos poderes do anel ficaram assustadores e violentos, acreditamos que o anel seja muito poderoso.

O canadense Ryan Reynolds ficou muito bem no papel de Hal Jordan o Lanterna Verde, acho que o intensivão que fez nas filmagens de Enterrado Vivo lhe fez bem, hoje podemos dizer que ele é um ator.

Conheça os guardiões das galáxias, Os Lanternas Verdes, esse fantástico super herói você poderá conhecer melhor e com certeza virar fã, nos cinemas.

Corra e reserve seu lugar pois os cinemas vão ficar lotados.

Por Fulton Nogueira
Nucind Curitiba

Avaliação:

Estréia nos cinemas: Dia 19/08/2011

Super 8 (Super 8 – 2011)

In Cinema, Crítica on agosto 12, 2011 at 23:10

Mais uma vez J.J.Abrams (Lost, Missão Impossível 3, Star Trek) mostra seu talento na direção. A pena foi o final ala Spilberg, que apesar de ser genial, se preocupa mais em agradar a grande massa com seus finais felizes, emocionantes e perfeitos.

No verão de 1979, um grupo de amigos de uma cidade pequena de Ohio resolve fazer um filme de zumbis com uma câmera Super 8 e acaba testemunhando uma batida catastrófica de trem.

Logo eles descobrem que aquilo não foi um acidente. A partir daí desaparecimentos estranhos e eventos inexplicáveis começam a ocorrer na cidade, e o policial Jackson Lamb tenta desvendar a verdade – algo mais aterrorizante do que se possa imaginar.

Me lembrei muito dos grandes sucessos de Steven Spilberg, ET e Goonies (produção de Spilberg), a trama se passa toda na aventura e nos olhares de cinco meninos por volta de 13 a 15 anos, sendo um gordinho engraçado e bravo, o nerd que adora explosivos bombinhas, o normalzinho nem bonito nem feio que é apaixonado pela mocinha brava e corajosa, além é claro do amigo feio que serve como coadjuvante, mesma receita de várias aventuras, inclusive Os Goonies.

O filme não inova em nada, mas é uma grande produção, muito bem dirigida, bem montada e bem produzida. Impecável nas locações, figurinos, iluminação e atuações. Com certeza revelou futuros astros de Hollywood que pela primeira vez trabalharam em um longa metragem, como é o caso de Joel Courtney (no papel de Joe Lamb) e Riley Griffiths (Charles), que ficaram fantásticos e fizeram um trabalho muito natural.

A idéia para Super 8 veio de uma conversa em comum entre Spilberg e J.J. onde relembraram que quando crianças adoravam fazer pequenos filmes em 8mm. O roteirista e diretor J.J. Abrams costurou a idéia com um acidente de trem transferindo conteúdo da ultrassecreta Área 51.

 

Uma aventura juvenil, mas nem tanto pois diferentemente de Gonnies ele é obscuro e chega a assustar. E também uma ficção científica mostrando um lado extraterrestre assustador e inteligente.

Com certeza ficará como um grande sucesso de bilheteria durante muitos anos.

Cinemas lotados nos próximos finais de semana. Garanta seu bilhete!

Por Fulton Nogueira
Nucind Curitiba

Avaliação:

Estréia nos cinemas 2D e IMAX: Dia 12/08/2011

 

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