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Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises – 2012)

In Cinema, Crítica on julho 25, 2012 at 16:23

Já fazia oitos anos desde que Batman assumira a culpa do assassinato do “Cavaleiro Branco” Harvey Dent (Aaron Eckhart), e se mantinha recluso e triste com a morte de sua paixão Rachel.

Porém um novo inimigo aparece querendo destruir Gotham: Bane (Tom Hardy), que treinou na Liga das Sombras, assim como Bruce Wayne. Agora o milionário de Gotham volta a usar a máscara do morcego. Porém ainda fora de forma, em seu primeiro encontro com o inimigo, Batman é derrotado, e a cidade perde seu herói.

Christopher Nolan conseguiu corrigir muitos dos seus erros cometidos nos filmes da sequência; as lutas estão mais convincentes e o roteiro já não peca tanto em cenas previsíveis.

Logo quando você se sente seguro em sua poltrona ao ver Batman em ação novamente, o homem morcego decai, deixando o espectador sem ter a quem recorrer. Repleto de idas e vindas, a história prende a atenção e Bane supera Coringa em frieza e agilidade, exceto no final (SPOILER) quando Bane quase chora ao relembrar seu passado.

Embora o filme supere todos da seqüência de Nolan, seu maior erro continua sendo humanizar e tentar adaptar a estória para a atualidade, pois muitas cenas ficam sem sentido; o diretor brinca muito com os personagens que ora são fortes, ora são fracos, ora são frágeis, ora são brutos.

Parece que o filme tenta iludir quem está assistindo com cenas de ação muito bem feitas para esquecer das diferentes formas mais simples de resolver os planos de Bane.

SPOILER: na resolução final do filme quando Batman leva a bomba nuclear para o centro do lago, pergunta-se: por que ele não fez isso antes? Se a bomba explodiu em meio ao lago, não deveria haver uma onda gigante que devastaria Gotham de vez?

Por Gustavo Halfen
Nucind Curitiba

Avaliação: 

Estréia nos cinemas: Dia 27/07/2012

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Na Estrada (On the Road – 2012)

In Cinema, Crítica on julho 13, 2012 at 18:32

Baseado na biografia homônima do autor beatnik Jack Kerouac, Na Estrada é um marco na cultura pop mundial, que influenciou mitos como Bob Dylan e Jim Morrison.

O livro de Kerouac é um diário de suas viagens e encontros com amigos artistas pelos Estados Unidos na década de 1940. Seus relatos, conhecidos como a bíblia beat foram o início de toda uma busca pela liberdade em uma época em que a palavra rock ainda significava rocha.

On The Road inaugura assim, o inicio da queda da “cultura do medo” e do conservadorismo em um mundo pós guerra.

A adaptação para o cinema feita por Walter Salles, apesar da boa aparência, peca na falta de estrutura dramática.

Em um filme onde os detalhes da sujeira das velhas sandálias surradas e do vidro dos carros que Sal (Jack Kerouac, protagonizado por Sam Riley) pegava carona, nos passam o aspecto da falta de vaidade física dos personagens, é de se esperar então, um engrandecimento humano interior dos mesmos; fato que não acontece.

A superficialidade dos personagens torna o filme vazio. A pouca exploração da mente inquieta de Sal e seus amigos, e do uso abusivo de heroína e benzidamina, decepciona àqueles que imaginavam ver nas telas os delírios dos personagens e seus alter egos.

A difícil adaptação aos cinemas dos relatos de Kerouac é tediosa; e carente em onirismo e fantasia.

Por Gustavo Halfen
Nucind Curitiba

Avaliação:

Estréia nos cinemas: Dia 13/07/2012

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