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As Sessões (The Sessions – 2012)

In Cinema, Crítica on fevereiro 16, 2013 at 18:02

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Comovente e sincero, As Sessões é um filme que marca uma proposta atual no cinema mundial: A realidade da vida.

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Mark O´Brian (John Hawks) é um homem de 38 anos que vive em um pulmão de aço.
Devido a sua deficiência Mark é virgem e seu maior sonho é perder a virgindade.
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Por ser um homem católico Mark torna o padre de sua igreja, Brendan (William H. Macy), seu confidente e uma espécie de psicólogo. Nas visitas à igreja, Mark expõe seu maior desejo ao padre, que é perder a virgindade!
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Sentindo-se incompleto por desconhecer o sexo, Mark passa a frequentar uma terapeuta sexual. Ela lhe indica os serviços de Cheryl Cohen Greene (Helen Hunt), uma especialista em exercícios de consciência corporal, que o inicia no sexo.
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Helen Hunt em um papel fantástico que lhe rendeu uma indicação ao Oscar 2013 como melhor atriz,  talvez o melhor papel de sua carreira!
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O filme As Sessões me fez lembrar muito os franceses Intocáveis e O Escafandro e a Borboleta de Julian Schnabel, tendo cenas bem realistas que mostram as dificuldades de portadores de deficiência motora.
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As Sessões traz cenas tragicômicas de uma transa não bem sucedida e um começo de uma paixão exaltando o amor não físico. O personagem é otimista e  carismático o que torna o filme delicado, uma quase cinebiografia de Mark O´Brien.
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Para a família, não muito recomendável, pois as cenas de nudez são quase explícitas, mas para aqueles que curtem uma história real e simples, uma boa pedida!
Por Juliane Treska
Nucind Curitiba
Avaliação: stars-3
Estréia no cinema: Dia 15/02/2013

Meu Namorado é Um Zumbi (Warm Bodies – 2013)

In Cinema, Crítica on fevereiro 8, 2013 at 18:17

Meu Namorado é Um Zumbi - Pôster[1]

Não espere um filme de zumbi tradicional, com cérebros sendo comidos, corpos deteriorados e conflito de humanos contra os mortos-vivos. Na verdade, a infecção desses seres no mundo todo fica como pano de fundo de uma quase humanização de um dos zumbis – chamado R – , que acaba se apaixonando por uma menina após comer o cérebro do namorado dela e ‘pegar’ todas as lembranças dos dois juntos.

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Assim desencadeia a história de R, que resolve poupar a vida de Julie, levando-a consigo para o seu então chamado lar. A princípio a garota fica aterrorizada com o fato de ser mantida no mesmo ambiente de um zumbi, porém, com a convivência, ela percebe algo mudando na criatura que supostamente não tem sentimentos.

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O longa tem uma proposta bem diferente para os zumbis –  o que pode ofender os fãs ciumentos dos clássicos de Romero –, mas eu achei bem legal eles colocarem zumbis com peso na consciência por ter comido uma pessoa.

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Você acaba simpatizando com R, interpretado por Nicholas Hoult (o Tony, da série Skins), e realmente acha que ele é injustiçado e incompreendido por ser um zumbi, e não poder expressar seus sentimentos (afinal de contas, ele não escolheu ser um morto-vivo!).

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Julie (Teresa Palmer, Número Seis do filme Eu Sou o Número Quatro), é uma mocinha diferente, afinal a mãe foi comida por zumbis, o pai é um tanto frio e neurótico, e o namorado teve o mesmo fim trágico da mãe. Ela é durona no começa, mas acaba amolecendo com os esforços de R para agradá-la.

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Os dois protagonistas ficaram muito bem juntos, Teresa Palmer soube interpretar bem os momentos de desesperos ou alegria. Hoult também conseguiu ficar com aquela expressão de lesado que os zumbis têm, ao mesmo tempo mostrando sentimentos perto da Julie.

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Tem também o ótimo e insano John Malkovich fazendo o pai ditador da Julie, e claro, ele não deixou a desejar. O filme foi bem feito e compacto, porém eu achei um pouco enrolado o relacionamento de R e Julie, e talvez seja culpa do título em português, pois fiquei esperando os dois como namorados de fato, mas na verdade mostra muito os dois interagindo e se conhecendo (o que é legal, só que o título dá uma ideia um pouco diferente).

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Outro destaque do filme é a trilha sonora! O diretor (Jonathan Levine) caprichou na trilha (igualmente no seu filme anterior “50%”), tocando Roy Orbison, Bob Dylan, Bruce Springsteen, e deixando as cenas mais divertidas e dinâmicas.

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Um filme sobre um romance entre um ser humano e um zumbi que tem uma crise existencial não é muito comum, por isso vale a pena ir de mente aberta no cinema e esquecer os clássicos do terror sobre zumbis e acreditar no amor!

Por Juliana Carrizo
Nucind Curitiba

Avaliação: stars-3

Estréia nos cinemas: Dia 08/02/2013

O Voo (Flight – 2013)

In Cinema, Crítica on fevereiro 7, 2013 at 16:45

O Voo - Pôster

Robert Zemeckis após 12 anos volta a dirigir um filme que não é uma animação. Após suas três animações (Beawolf, Expresso Polar e Os Fantasmas de Scrooge). E continua fazendo grandes filmes, mas sem inovação alguma.

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Neste temos Whip (Denzel Washington) como um piloto de aviação comercial que, com a queda iminente de um avião, assume o comando e consegue salvá-lo com danos mínimos.

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Logo ele se torna um herói nacional, mas uma investigação interna revela que ele estava voando sob o efeito de drogas e álcool. Tendo consciência disto, Whip não se sente bem com todas as homenagens que recebe, por não se considerar merecedor delas.

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O filme está dividido em 3 situações, um acidente, um julgamento e um vício. Todos ligados a situações em que a fé é a razão. Podemos categorizá-lo como um filme de auto-ajuda.

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Ele é muito bem dirigido, bem roteirizado e nós passa muito bem o propósito que se é seguido. Mas me lembrou muito roteiros de produções dos anos 80.

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Denzel Washington apesar de levar muito bem o personagem, já passou da idade de ser um galã, herói e aventureiro. Mas o elenco soube levar a sério o drama e conseguiram uma grande história.

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Mais um grande filme na carreira de Zemeckis mas nada inovador. Vale um cinema de domingo!

Por Fulton Nogueira
Nucind Curitiba

Estréia nos cinemas: Dia 08/02/13

Avaliação: stars-3-51

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